Faço parte, como Secretário de Ralações Humanitárias, de um fórum que se denomina D’LA 20, Fórum para Democracia dos Países da América Latina e como tal os destinos do continente me interessam de perto, até porque o que vier a acontecer em nossa região afetara a todos. Já esta acontecendo!
A intervenção dos EUA na Venezuela, pais que tem 2.200 Km de fronteira com o Brasil e engloba, principalmente os estados de Roraima e o Amazonas, ou seja, o que acontece lá repercute aqui. Como um país ocupado e essa é a realidade, pois o governo empossado nada mais é do que marionetes nas mãos de Trump e seu séquito, com fronteiras fechadas para a imprensa, não se sabe o que pode vir a ocorrer se as coisas fugirem ao controle. Uma guerra civil em um país que está nas mãos de uma nação estrangeira tem resultados imprevisíveis e a estabilidade na região fica totalmente ameaçada.
Como o maior país da América do Sul, o Brasil não pode e nem deve ficar impassível. Peitar o poderio, não só bélico como econômico dos estadunidenses é inviável, porém se posicionar firmemente para que a paz e a ordem social sejam restabelecidas no país vizinho, pelas implicações aqui e nas demais nações da América Latina que isso pode trazer exigem, sobretudo, unidade e coerência de sua população. Para que o Brasil seja um dos promotores do restabelecimento da paz na região, temos que estar unidos em torno desse ideal.
Essa tarefa é mais complexa por estarmos a portas de uma eleição que conduzira a Presidência do país um nome ainda a ser escolhido em um momento ainda de polarização política em nosso país. Pelo termômetro popular não há pluralismo e sim opções reduzidas, ou é esse ou aquele. Devemos então olhar para aqueles nomes que estão surgindo e não estão inseridos nesse ou naquele espectro político que dividem opiniões. Uma liderança que se apresente com mais propostas para o Brasil e para a América Latina, afinal fazemos parte de um todo, todo esse que precisa urgentemente de uma voz que se erga em nome da soberania e da paz. Sem esquerdas nem direitas, apenas o bom senso de propostas para que o Brasil seja viável e na rota dos novos tempos em que vivemos tempos de instabilidades e preocupações mundiais, mas também de esperança, busca pela paz e desenvolvimento social.
